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Empatia, Egoísmo e a Pandemia do Coronavírus (Covid 19)

Perdemos nossa empatia?

demonstração de empatia, sem egoísmo
Empatia sempre, egoísmo jamais!

A pandemia de COVID-19 veio para desafiar a humanidade, não só na questão sanitária, que precisa sim ser melhorada, mas chama a atenção pela forma negacionista que muitas pessoas lidam com essa doença. Em grandes tragédias podemos ver grandes exemplos de solidariedade, mensagens e ajudas vindas de muitos lugares, mas por quê durante a pandemia de COVID-19 não vemos essa solidariedade nas pessoas? Por quê tanta resistência em usar máscara? Por quê da necessidade de sair e se aglomerar? Por que dessa dificuldade de olhar o próximo? A penúltima pergunta pode ser respondia mais facilmente. Somos seres sociais, precisamos estar com outras pessoas. Porém, em um momento onde centenas de pessoas tem perdido a vida pra um vírus contagioso, como muitos conseguem se divertir sem moderação? A dor do outro não nos atinge, então nos comportamos como se algo tão próximo ainda estivesse distante. E se somos seres sem empatia, como mudar isso?


É possível ter empatia?

A empatia não é algo complexo, mas exige uma certa disposição para se colocar no lugar do outro. Talvez aí entra a primeira barreira para a empatia, ninguém gosta de sofrer, de sentir sentimentos negativos, então por medo de por ventura sentir aquele sentimento ruim do outro, é preferível ignorar. Só que para ter empatia não precisamos absorver tudo de ruim da outra pessoa, precisamos praticar o exercício de saber ouvir, que até que fácil, mas depois de ouvir saber acolher. E o que seria esse “acolher”? Primeiro saber ouvir e entender o que o outro trás, o que ele está passando. Entender que cada indivíduo é único e com isso ouvir o outro sem julgamento, sabendo que a realidade dele é diferente da sua, que cada um sente as coisas de formas diferentes. Muita gente acha que precisamos ter sempre uma palavra de conforto, que temos que dizer algo, porém as vezes o simples fato de escutar sem julgar já é o alento que a pessoa precisa. É difícil pelas nossas vivências ouvir sem comparar o que é dito pelo outro com o que faríamos naquele lugar, por isso precisamos diferenciar


Somos egoístas?

Quando alguma tragédia acontece longe da gente vemos muitas demonstrações de empatia, de apoio. Mas por que a uma pandemia parece não despertar esse sentimento? Por que é mais fácil sermos solidários com coisas que acontecem longe? Será que é pelo próprio fato de ser LONGE? Já a pandemia de COVID-19 atinge a todos nós, sem distinção de gênero, etnia ou classe social, e exige que cada um de nós tomemos atitudes, que abramos mão de muitas coisas, e isso uma boa parte da sociedade não parece estar disposta a fazer. É difícil mudar essa forma de pensamento que sempre acompanhou a sociedade brasileira e está enraizada, porém é necessário tentar. Podemos começar essa mudança em nós mesmos, e, aos poucos ir introduzindo essa forma de agir e influenciar outras pessoas a pensarem mais no próximo.


Escrito por Fernando João de Andrade, psicólogo clínico da Aster Psicologia e Psiquiatria Guarulhos. O Psicólogo Fernando atua com a abordagem da Terapia Cognitivo comportamental na cidade de Guarulhos, no bairro do Bom Clima. Atende Adultos, Adolescentes, Idosos e Casais.

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