O nosso Pensamento nos faz viver melhor e sermos o que desejamos.

O que é o Pensamento?
O que devo saber sobre o
Pensamento e quais as respostas?
A
terapia pode mudar minha forma de pensar?

Afinal como o pensamento está ligado a psicoterapia e aos psicólogos e psiquiatra.

O conceito central na Terapia Cognitivo-Comportamental é que você sente o que você pensa. Então, você pode viver mais feliz e produtivamente se pensar de forma saudável.
Tudo o que fazemos é processado pelo nosso cérebro. Em outras palavras, nós geramos pensamentos sobre todas as coisas que vivemos. Além disso, temos a capacidade não só de pensar sobre nossa realidade atual, mas também de reviver na mente os acontecimentos do passado e refletir sobre o futuro. Ainda que essas sejam capacidades incríveis, elas têm grande potencial de trazer sofrimento. Afinal, nem tudo o que pensamos é positivo e motivador. Pelo contrário, muitas pessoas têm uma visão negativa de si mesmas e de seus contextos de vivência. O problema não seria tão ruim se afetasse apenas os pensamentos. Entretanto, sabemos que o que uma pessoa pensa está diretamente ligado às suas emoções e comportamentos. Ou seja, alguém que tem uma distorção cognitiva e se vê de modo negativo, vai apresentar sentimentos como ansiedade, tristeza e frustração com mais frequência. Além disso, a pessoa também passa a se comportar de maneira disfuncional — por exemplo, se afastando dos amigos por considerar que não é querida por eles. Em geral, as distorções cognitivas estão envolvidas em contextos diversos, desde simples equívocos de interpretação até problemas mais sérios, como os transtornos alimentares.
 

Distorções do Pensamento
 
Catastrofização: Faz tempestade em copo de água. Faz um pequeno aspecto negativo assumir proporções bem maiores.  Esse é um dos tipos de distorções cognitivas que mais causam sofrimento emocional, porque as pessoas com esse padrão estão frequentemente esperando o pior de cada situação que vivem. O nível de ansiedade de quem apresenta esses pensamentos é muito alto — a ponto de deixar de fazer várias coisas, como não andar de avião porque ele vai cair, não dar uma opinião porque vai ser humilhado etc.
Tudo ou Nada - 8 ou 80: Todas as situações que vivemos têm várias maneiras de serem interpretadas e vários caminhos a seguir. Mas isso não acontece quando essa distorção cognitiva atua. Nesse caso, a pessoa enxerga a vida somente a partir de duas ideias polarizadas — tudo ou nada, “oito ou oitenta” — ou seja, é um padrão de pensamento inflexível. Em um exemplo profissional, seria alguém dizer que se não ganhar uma promoção no trabalho é porque é um péssimo funcionário. Ou então, alguém que está fazendo uma dieta, desiste, só porque em 1 dia não conseguiu cumprir a dieta.  Assim, as condições alternativas não são consideradas, como se existissem apenas duas possibilidades para concluir qualquer situação.
Leitura de Pensamentos: Quando você começa a achar que sabe o que as pessoas estão pensando. A tendência é presumir sempre coisas negativas. Então, sem qualquer dado concreto ou evidência, a pessoa infere o que alguém pensa ou sente a respeito dela. Em um exemplo prático, um profissional que não conquista uma promoção pode considerar que isso aconteceu porque o chefe o odeia — ignorando outras hipóteses prováveis para o acontecimento.
Outro exemplo clássico, que se repete no dia a dia de quem tem essa distorção cognitiva, é deduzir que os outros devem falar ou pensar mal de suas condutas.
Raciocínio Emocional: Quem sofre com essa distorção do pensamento transforma suas emoções em fatos. Por exemplo, uma pessoa que tem muito ciúmes pode considerar — apenas porque se sente assim — que seu companheiro esteja a traindo e que ela é péssima em tudo o que faz. Da mesma forma, alguém que se sente nervoso ao falar em público passa a acreditar que está se sentindo assim porque os outros não estão gostando do que ele diz. Lembre-se: Sentimentos não são fatos. Não é porque você se sente assim que isso é realmente verdade.
Generalização: Esse tipo trata de um estereótipo de pensamento que transforma um caso específico em uma regra para a vida. Diante de um acontecimento difícil, a pessoa com essa distorção generaliza a realidade e passa a acreditar que ela é uma verdade absoluta. Por exemplo, quando você não consegue passar em uma vaga de emprego, acha que nunca mais vai conseguir trabalhar.
Rotulações a si e ao próximo: Dessa forma, em vez de avaliarmos um erro — próprio ou dos outros — como algo eventual e aceitável, partimos para a definição de rótulos pejorativos, como:

 

  • “Ele é um inútil, incompetente”;

  • “Ela é falsa e mentirosa”;

  • “Eu sou um fracassado”.


Ou também, quando não conseguimos cumprir algo que havíamos planejado, passamos a nos rotular como fracassados.
Filtro Mental: Nessa outra distorção cognitiva, há uma visão predominantemente negativa sobre a vida. A pessoa foca nos acontecimentos ruins e ignora o que existe de positivo. Por exemplo, alguém que não tenha conseguido a nota que queria em uma prova pode achar que nunca foi bem nos estudos, ignorando todos os outros resultados positivos que já obteve antes.
Desqualificação do Positivo: Quando algo de bom acontece e você desqualifica. Exemplo: Quando alguém te elogia e você não acredita no elogio. Consegue um emprego e acredita que foi sorte.
Baixa Tolerância a Frustração: Quando algo parece ser difícil de ser tolerado, você interpreta como intolerável.
Personalização: Nessa distorção, a pessoa tende a atribuir culpa a si mesma nas mais diversas situações que vive. É comum que quem está nessa condição peça desculpas constantemente, ainda que não tenha toda a responsabilidade ou que o fato não seja diretamente com ela. É o caso, por exemplo, de alguém que considera que um amigo não conquistou um emprego porque ele não ajudou o suficiente.
Comparações Injustas: Essa distorção cognitiva faz com que a pessoa faça comparações irreais entre sua vida e as conquistas alheias — “ele é mais bem-sucedido que eu”, “ela conseguiu fazer aquela viagem, e eu não” — sem avaliar os caminhos que foram trilhados para chegar a tal ponto. Isso causa um sentimento de inferioridade e insatisfação com os próprios resultados.
Atribuição de culpa: Se na personalização a pessoa tende a se culpar por tudo o que acontece ao seu redor, na atribuição de culpa ocorre justamente o contrário. Nesse caso, a tendência é procurar por culpados externos e considerar as próprias falhas como responsabilidade dos outros. De modo claro, quem sustenta esse tipo de pensamento se sente vítima das circunstâncias e, portanto, não se orienta para mudança. Exemplos:

 

  • “Estou me sentindo mal por culpa dele”;

  • “Meus pais causaram todos os meus problemas”;

  • “As coisas dão errado para mim, porque tem muita gente torcendo contra”.
     

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